Pai-Símbolo Amparense 2026

Luciano Batoni Mendonça é o Pai-Símbolo Amparense 2026

“Lúcio deixou pessoas melhores do que encontrou”

A história contada pelas filhas vence a 31ª edição do concurso da ACEA; cerimônia de entrega do título será no dia 18 de agosto, às 19h, na Choperia Casqueiro. A Associação Comercial e Empresarial de Amparo (ACEA) anuncia o homenageado da 31ª edição do Concurso Pai-Símbolo Amparense: Luciano Batoni Mendonça, o Lúcio. Professor de Matemática, ex-fiscal de rendas e pai de filhas de sangue e do coração, ele foi escolhido por uma história de vida marcada pela presença, pelo cuidado silencioso e pela generosidade, narrada com tanta sensibilidade pelas próprias filhas que emocionou a comissão julgadora. A cerimônia de entrega do título será realizada no dia 18 de agosto, às 19h, na Choperia Casqueiro, com a presença da família do homenageado e de membros ACEA.

Uma tradição que atravessa gerações, o Concurso Pai-Símbolo Amparense é uma das celebrações mais queridas da cidade. Criado em 1986, nos mesmos moldes do Mãe-Símbolo, ele convida familiares e amigos a inscreverem pais por meio de cartas que revelam trajetórias de superação, obstáculos vencidos e amor dedicado à família e à comunidade. Uma comissão julgadora avalia cada relato e elege aquele cuja história melhor representa os valores que a homenagem celebra: determinação, coragem e dedicação. Neste ano, em pleno clima do Dia dos Pais, o título coube a Luciano Batoni Mendonça, cuja vida foi contada em uma carta assinada pela filha Janaina Batoni Mendonça e escrita em conjunto pelas filhas de sangue e pelas filhas do coração.

A história que venceu o concurso, nascido e criado em Amparo, Lúcio, como é carinhosamente chamado, aprendeu cedo que ninguém atravessa a vida sozinho. Filho de uma família numerosa, transformou esse aprendizado em um modo de viver. Como professor de Matemática, ensinou muito mais do que fórmulas: sentava-se ao lado dos alunos com a mesma paciência com que, mais tarde, explicaria um exercício às próprias filhas quantas vezes fosse necessário. Nunca fazia por elas aquilo que eram capazes de fazer sozinhas. Preferia ensinar o caminho.

Sua trajetória seguiu com a carreira de fiscal de rendas, exercida com a mesma honestidade de sempre. Mas, como registram as filhas, “nenhum cargo explica quem ele é”. A verdadeira vocação de Lúcio sempre foi outra, e a carta o descreve com precisão: “Sua verdadeira vocação sempre foi cuidar de pessoas.”

Quando os casamentos chegaram ao fim, a paternidade permaneceu exatamente onde sempre esteve. As filhas nunca precisaram perguntar se ele estaria presente: “Ele estava. Nas conversas difíceis. Nas decisões importantes. Nas alegrias. Nas preocupações. Nos dias comuns, que depois se tornariam as melhores lembranças.” A carta registra a lição que define sua vida: “Lúcio compreendeu algo que parece simples, mas que transforma vidas: o fim de um casamento nunca poderia significar o fim da paternidade.”

Mais tarde, ao lado de Márcia, sua família cresceu novamente. Chegaram as três filhas que já tinham um pai presente, participante e amado. E Lúcio não tentou ocupar aquele lugar: “Construiu o seu. Sem pressa. Sem exigir. Sem substituir histórias. Apenas convivendo, acolhendo e amando.” Hoje, como escrevem as filhas, “somos nós, filhas de sangue e filhas do coração, que escrevemos esta homenagem juntas”, a maior prova do que ele construiu ao longo da vida.

Em casa, os ensinamentos de Lúcio chegaram sempre pelo exemplo. As filhas o viram cozinhar para toda a família, dividir naturalmente as tarefas, caminhar ao lado da esposa como verdadeira companheira e respeitar profundamente as mulheres que fizeram parte de sua história: “Foi assim que aprendemos, muito antes de qualquer conversa, como uma mulher merece ser tratada. Ele nunca precisou ensinar isso com palavras. Nós aprendemos observando.”

Observando também aprenderam seu cuidado com os pais quando envelheceram e seu compromisso com o irmão que convive com a esquizofrenia, garantindo, junto dos demais irmãos, que nunca lhe faltassem dignidade e convivência familiar. “Aprendemos que cuidar não é um gesto extraordinário. É uma escolha repetida todos os dias.”

Depois vieram as netas, que conhecem o avô que lembra dos aniversários, que brinca, que joga xadrez, que prepara um arroz com ovos que virou lembrança de infância. E há o assovio, marca registrada de quem anunciava a própria presença com uma música: “Hoje percebemos que aquele assovio sempre foi mais do que um hábito. Era a expressão serena de alguém que encontrou alegria nas coisas simples da vida.”

Ao olhar para toda essa trajetória, a carta conclui que o maior legado de Lúcio não está nos cargos que ocupou ou nos títulos que recebeu: “Seu maior legado está nas pessoas.” E encerra com uma frase que resume a essência da homenagem: “Porque alguns homens deixam bens. Outros deixam histórias. Lúcio deixou pessoas melhores do que encontrou.”

A Associação Comercial e Empresarial de Amparo (ACEA) realizou no, dia 18 de agosto, às 19h, a cerimônia de entrega do título de Pai-Símbolo Amparense 2026. O homenageado da 31ª edição do concurso foi Luciano Batoni Mendonça, o Lúcio, professor de Matemática, ex-fiscal de rendas e pai de filhas de sangue e do coração. O evento aconteceu na Choperia Casqueiro e reuniu familiares, amigos e membros da ACEA em uma noite dedicada a celebrar, em vida, um dos exemplos mais marcantes de paternidade que a cidade já conheceu.

A cerimônia reafirmou um dos princípios mais importantes do Concurso Pai-Símbolo Amparense: a certeza de que as homenagens mais significativas são aquelas feitas enquanto o homenageado ainda pode senti-las. Durante o evento, a família de Lúcio esteve reunida para testemunhar o reconhecimento público de uma história construída ao longo de décadas, marcada pela dedicação aos filhos, aos pais, aos irmãos e, mais recentemente, às netas.

Ao longo de suas 31 edições, o concurso já revelou histórias que se tornaram parte da memória afetiva de Amparo, e a de Lúcio se junta agora a essa lista, como mais um exemplo de que a paternidade, quando vivida com presença e cuidado, deixa marcas que atravessam gerações.

Ao final da noite, a ACEA reforçou o compromisso de manter viva essa tradição de mais de trinta anos, celebrando homens que, com simplicidade e constância, transformam valores em atitudes e presença em compromisso com a família e os filhos.

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